sexta-feira, 1 de maio de 2020

Aulas na pandemia

Em meio à pandemia do coronavírus, a maioria das escolas brasileiras organizou-se de forma a fornecer atividades à distância para os alunos. Isso evidenciou outro problema: a desigualdade no acesso à internet, e consequentemente à outras fontes de informação. Muitos alunos não farão as atividades. Muitas famílias não possuem também condições sanitárias e suprimentos.

Discute-se se o ano letivo será perdido. talvez essa não seja a principal preocupação a se ter no momento. O número de óbitos de hoje (01.05.2020) foi 428, chegando a um total de 6.329 no Brasil. 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, suspendeu as aulas presenciais em maio. Mas muito se fala na impossibilidade de retorno também em junho, quando as temperaturas começam a cair. Momentos difíceis.

8 dias que escancaram a crise política em plena pandemia


16/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileria: Bolsonaro demite Mandetta do Ministério da Saúde. No seu lugar, assume o oncologista Nelson Teich. Mandetta discordava de Bolsonaro nas entrevistas coletivas e isso gerou um desgaste. Nas redes sociais, a população ficou dividida entre #Mandettamerepresenta e #Bolsonarotemrazao.

17/04/2020
Brasil tem 217 mortes por coronavírus em 24 horas, sua maior marca na pandemia.

18/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileria: Apoiadores de Bolsonaro fazem nova carreata contra medidas de isolamento no Rio de Janeiro. Nos EUA acontece a mesma coisa. Nesse dia, Brasil possuía 2.347 mortes e 40.581 casos de coronavírus. Na Itália, o número diário de mortes por coronavírus é o menor em uma semana. Governo federal troca presidente do CNPq.

19/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileria: Manifestações em todo o Brasil, pedindo AI-5 e intervenção militar. Em Porto Alegre, uma mulher foi agredida a socos, por estar de camisa vermelha. O presidente Jair Bolsonaro participou das manifestações em Brasília. As pessoas gritavam “mito, mito!”. Falta álcool em gel nas prateleiras. Fiesp apresenta proposta para retomada de atividade econômica. Estados Unidos tem mais de 40 mil mortos por coronavírus. Nesse dia, Brasil possuía 2.462 mortes por coronavírus. Carreatas na Avenida Paulista de apoio a Bolsonaro e pedindo “Fora, Doria”. Funcionários da Volkswagen votam hoje proposta de redução de 30% na jornada e nos salários. Papa diz que indiferença e egoísmo são vírus piores que covid-19.

20/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileira: Ministério da Saúde publicou, no final da tarde, mais de 300 mortes pelo coronavírus. Após, disse que houve erro na digitação, e retificou para 113. No programa Pingos nos I’s, na Jovem Pan, Roberto Jefferson, ex-político condenado no Mensalão, dava entrevista apoiando Bolsonaro e vociferando contra o comunismo. As campanhas, nas redes sociais, pelo “Fora Maia!” tornam-se maiores. Maia é o presidente da Câmara dos Deputados. No paredão do BBB 20 estão Mari, Manu e Babu. Sai a notícia na Gaúcha ZH de que uma pesquisa iniciada na UFPEL, para testar anticorpos do vírus (coronavírus), será utilizada em todo o país, com financiamento pelo Ministério da Saúde. Bolsonaro, na portaria do Palácio da Alvorada, em resposta sobre mortes relacionadas ao coronavírus, disse “não ser coveiro”. Nesse mesmo dia, Paulo Guedes, Ministro da Economia, disse que o Brasil vai surpreender o mundo no crescimento econômico, após a crise do coronavírus. Nesse dia, Brasil possuía 2.575 mortes e 40.581 casos de coronavírus. Petróleo dos EUA é cotado em valor negativo após maior queda da história. Isso já era profetizado pela Agência Internacional de Energia (AIE).

21/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileira: No programa Grande Debate, da CNN, Augusto Nunes e Caio Copolla debatem sobre a possibilidade de investigação com relação às manifestações de domingo, que pediam intervenção militar e AI-5. Deputados do PSL decidem protocolar pedido de impeachment contra Doria, governador de São Paulo, por supostos crimes de responsabilidade. Muitas pessoas ainda reclamam de problemas no saque dos R$ 600, 00, o auxílio emergencial do governo federal para a pandemia. O novo ministro da saúde, Nelson Teich, se diz novato na política e diz precisar de mais detalhes para futuras ações com relação à pandemia. Brasil chega a 2741 óbitos por covid-19 (1093 só em São Paulo). Comércio pressiona Dória, governador de São Paulo, para reabrir comércio no dia 1º de maio. Ministro da Justiça, Sergio Moro, em seu Twitter, diz que quer PF implacável contra desvios de verba destinadas ao combate do covid-19. Manaus, que tem a situação mais grave com relação à pandemia, abre covas coletivas para as vítimas de covid-19. Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, chora e diz que Bolsonaro tem que ser presidente de verdade. Mesmo em quarentena, São Paulo tem praças movimentadas em feriado de Tiradentes. Após reunião com Lula, PT adere à campanha “Fora, Bolsonaro”. Crise na Educação: Ministro da Educação, Weintraub contraria comunidade acadêmica e nomeia reitor temporário para assumir o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). FHC rebate acusação de Roberto Jefferson, que o acusou de maestro da orquestra formada para discutir o impeachment de Bolsonaro. Mundo chega a 2,5 milhões de casos confirmados de covid-19. Morre ex-vice-governador do Pará, Gerson Peres, internado por coronavírus. Bolsonaro, em busca de apoio, deve se reunir com políticos do MDB e do DEM. A ONG Repórteres Sem Fronteiras divulga ranking de liberdade de imprensa, e Brasil ocupa a 107ª posição, perdendo duas posições, entre os 180 países que compõem a lista. Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou no Twitter que irá suspender temporariamente a imigração para os EUA.

23/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileira: O ministro da Justiça e Segurança Pública ameaça deixar o cargo caso o presidente Jair Bolsonaro troque o comandante da PF, Maurício Valeixo. Valeixo é homem de confiança de Moro, desde a Lava Jato. E Sergio Moro é muito apoiado pelos bolsonaristas, portanto, essa situação pode gerar uma grande crise no governo. Gatos de NY testam positivo para Covid-19.

24/04/2020
Em meio à pandemia do coronavírus e a quarentena brasileira: Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, em entrevista coletiva às 11h da manhã, pede demissão do cargo e acusa Bolsonaro de querer interferir em investigações da PF. Bolsonaro marca coletiva para as 17h. Dória, governador de São Paulo, lamenta a saída de Moro e chama Bolsonaro de “vírus”. Bolsonaro, na entrevista coletiva das 17h, falou mal de Moro (dia histórico). Na verdade foi um pronunciamento, não uma coleitva. Alguns Ministros ficaram ao redor do presidente, em apoio. Cena e fotografias emblemáticas. Nesse pronuciamento, Paulo Guedes, Ministro da Economia, era o único a utilizar máscara.



Afirmações que reafirmam o ódio

"Bandido bom é bandido morto" é uma afirmação de ódio às minorias, principalmente aos negros no Brasil. Rotulam-se crimes e sujeitos a fim de perpetuar-se as engrenagens de uma sociedade escravocrata.
Ou nos crimes da VALE (citando-se apenas Brumadinho) tal expressão foi utilizada contra seus dirigentes?

Lunáticos pedindo AI-5

Aconteceu.

Milhares de pessoas, no Brasil inteiro, saíram às ruas no dia 19 de abril de 2020 pedindo intervenção militar e AI-5. Esse último foi uma das medidas mais sombrias da história do país. Contraditoriamente, os manifestantes se intitulam patriotas, mesmo tendo em suas reivindicações medidas que só seriam inerentes ao retrocesso.
E tudo isso no meio de uma pandemia.

Manifestação


Pandemia e indiferença

Jessé Souza, em seu livro "A elite do atraso", diz que a Europa de fins da Idade Média fez um pacto social pela vida. Diz que o Brasil, ao contrário, possui até hoje as consequências de um pacto escravagista.
Quando do início da pandemia, tentaram minimizá-la comparando aos números anuais de homicídio, de mortes por malária etc., revelando uma banalização da morte, e não uma vontade de estancar qualquer "tipo" dela.
E agora, quando os números de mortes por COVID-19 no Brasil ultrapassam os 5 mil, ultrapassam China, ultrapassam o esperado, falamos:

"E DAÍ?!" ou
"NÃO SOMOS COVEIROS."

Afinal, a falta de empatia parece estar associada à conclusão de que já se sabe quem vai morrer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

EU E A OAB


2018 foi um ano difícil.

Mas tudo começa em 2013, 1º semestre.  Começo a faculdade de Direito na Facos, em Osório, hoje UNICNEC. O início, como sempre, foi um encanto. E até que foi encantador mesmo, durante todo o curso. Lembrando que decidi cursar Direito devido à minha curiosidade relativa à ordem “contratual” estabelecida entre os povos desde os tempos mais remotos.

Eis, então, que chega a tão temida prova da OAB, ou Exame de Ordem.  A aprovação em tal exame habilita o ser humano a exercer a advocacia. Quem cursa Direito escuta o nome desta prova todos os dias (no meu caso, noites). Todos dizem ser uma prova muito difícil. E é. Possui duas fases: a primeira, 80 questões objetivas, onde para obter a aprovação tem que acertar no mínimo 40 questões. Vale lembrar que cai questões de quase todas as áreas do Direito (horrível).

Mas montei uma estratégia, dei uma boa estudada no verão de 2018 e fiz a prova em abril. Muita alegria. Ao sair o gabarito, no mesmo dia da prova, 8 de abril, vi que logrei êxito em 48 questões (uhuul!!!).

Agora, tinha que estudar para a segunda fase. Escolhi Direito Penal. Esta etapa do Exame de Ordem seria  mais complicada para mim, pois não possuía a prática jurídica, muito menos trabalhei como estagiário. Mas enfim, vamos lá.

Comprei um curso muito bom, o CEISC. Assisti a 45 vídeos de média de 3 horas cada um. Fiz anotações. Entrava nas madrugadas. Isto era bem tenso, pois lecionava 40 horas em duas escolas.

Aí estava se aproximando o dia da prova, 27 de maio. Porém, uns 10 dias antes, a greve dos caminhoneiros atrapalhou a distribuição das provas para todo o Brasil. Segunda fase adiada para 10 de junho. Tudo bem, vamos estudar mais.

Chegou o dia 10. Fui tranquilo. A peça era Resposta à Acusação. Peça fácil. Sim, peça fácil. Ah, a segunda fase consiste em uma peça (um pedido de advogado), baseada em um caso fornecido pela banca examinadora e 4 questões. Temos que conseguir 6 pontos para a aprovação. Como disse, a peça foi fácil. As questões também. Saí feliz. Porém, no dia seguinte, a tristeza toma conta: percebi que havia escrito as respostas das questões no local errado. Sim, fiz isso. Cada questão (1 a 4) tem uma folha específica. Fiz corrido: respondi a questão 1 na folha correta, porém a dois pus abaixo, na mesma folha, e a questão 3 e 4 respondi na folha da questão 2.

Saiu o resultado e não deu outra: reprovei. Entrei com recurso, não deu certo. Mandei o recurso à ouvidoria, não deu certo. Me restava estudar tudo de novo para a repescagem: há uma segunda oportunidade para fazer a segunda fase, em caso de reprovação, não precisando voltar à primeira fase.

Foi horrível. A primeira fase do XXVI Exame (fiz a primeira fase do XXV) era só em agosto. A segunda fase em setembro. E eu estava no meio do TCC 2 e naquela vibe de fim de ano, onde estamos mais esgotados. Mas depois do abalo, revi os vídeos (muito horrível), bem como algumas questões que me causavam mais dúvida.
Eis que chega o dia 16 de setembro. A peça era Memoriais. Um pouco mais difícil que a outra. Mas saí confiante. O resultado só sairia em 9  de outubro. Que espera mais sofrível. Mas esse dia chegou.

Com a nota de 6,95 consegui a aprovação. Muita alegria, principalmente devido às circunstâncias.
Não deixa de ser um exemplo de superação, né...

domingo, 17 de janeiro de 2016

4 x 20



Agora querem fazer uma reforma na educação básica. Depois da reforma, a educação escolar terá uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Um dos temas mais polêmicos da reforma é quanto aos conteúdos de História. Por que a polêmica? Porque em uma primeira análise, querem deseuropeizar o ensino e, em contrapartida, nacionalizá-lo. Partindo disto, observou-se algumas coisas das quais, para muitos especialistas, não condizem com o "bom" ensino de História. Mas bem, não entrarei aqui de forma aprofundada nesta questão. Deixo claro, entretanto, que a polêmica desencadeou um debate nacional sobre as propostas e, convenhamos, isto é fundamental para o progresso educacional de nosso país. Quanto a isto estamos de parabéns. E Obviamente que os conteúdos serão comuns nacionalmente, porém, cada região pode adaptá-los a sua realidade, e esta possibilidade está inclusive na LDB.

Porém, acredito que a reforma educacional da qual trata-se e que está em discussão, está focada, não devemos esquecer, nos conteúdos a serem tratados em sala de aula (ou outro ambiente sugerido pelo corpo docente) com nossos alunos (crianças e adolescentes).Quanto a isto, fico pensando no sucesso alcançado pela reforma na construção cidadã daqueles alunos que vivem em uma sociedade  sem propostas de reforma. Uma sociedade carente de boas intenções governamentais e ao mesmo tempo campeã em pagamento de impostos que não possuem retorno algum. Enfatizo aqui não estar levantando nenhuma bandeira partidária, muito menos referindo-me ao governo atual. O problema é histórico (História, aquela disciplina que querem reformar). Fico aqui pensando na falta de propostas de reforma na qualificação do professorado, por exemplo. Penso também na falta de propostas que incentivem egressos da educação básica a serem educadores. Pergunto-me quais seriam os principais incentivos a estes egressos... Alcanço várias respostas que poderiam, perfeitamente, ser tema de debate também no Ministério da Educação.

A escola é fundamental na construção cidadã do aluno. Porém, de forma majoritária em nossas instituições, o aluno fica no máximo 4 horas por dia no ambiente escolar. Isto quer dizer que as outras 20 horas compete à família do educando um desempenho educacional de qualidade (creio não estar cometendo nenhum exagero).  Partindo disto, pergunto-me novamente sobre o que mais, e de fato, tem de ser reformado... 

E ai, de que forma podemos ajudar?

Por Marcos Evaldt

Um pouco grosseiro

O presidente Jair Bolsonaro está meio descontrolado. Dizem que ele sempre foi, mas não possuo muitas provas. Ao dar a sua costumeira entr...