sexta-feira, 1 de maio de 2020

Afirmações que reafirmam o ódio

"Bandido bom é bandido morto" é uma afirmação de ódio às minorias, principalmente aos negros no Brasil. Rotulam-se crimes e sujeitos a fim de perpetuar-se as engrenagens de uma sociedade escravocrata.
Ou nos crimes da VALE (citando-se apenas Brumadinho) tal expressão foi utilizada contra seus dirigentes?

Lunáticos pedindo AI-5

Aconteceu.

Milhares de pessoas, no Brasil inteiro, saíram às ruas no dia 19 de abril de 2020 pedindo intervenção militar e AI-5. Esse último foi uma das medidas mais sombrias da história do país. Contraditoriamente, os manifestantes se intitulam patriotas, mesmo tendo em suas reivindicações medidas que só seriam inerentes ao retrocesso.
E tudo isso no meio de uma pandemia.

Manifestação


Pandemia e indiferença

Jessé Souza, em seu livro "A elite do atraso", diz que a Europa de fins da Idade Média fez um pacto social pela vida. Diz que o Brasil, ao contrário, possui até hoje as consequências de um pacto escravagista.
Quando do início da pandemia, tentaram minimizá-la comparando aos números anuais de homicídio, de mortes por malária etc., revelando uma banalização da morte, e não uma vontade de estancar qualquer "tipo" dela.
E agora, quando os números de mortes por COVID-19 no Brasil ultrapassam os 5 mil, ultrapassam China, ultrapassam o esperado, falamos:

"E DAÍ?!" ou
"NÃO SOMOS COVEIROS."

Afinal, a falta de empatia parece estar associada à conclusão de que já se sabe quem vai morrer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

EU E A OAB


2018 foi um ano difícil.

Mas tudo começa em 2013, 1º semestre.  Começo a faculdade de Direito na Facos, em Osório, hoje UNICNEC. O início, como sempre, foi um encanto. E até que foi encantador mesmo, durante todo o curso. Lembrando que decidi cursar Direito devido à minha curiosidade relativa à ordem “contratual” estabelecida entre os povos desde os tempos mais remotos.

Eis, então, que chega a tão temida prova da OAB, ou Exame de Ordem.  A aprovação em tal exame habilita o ser humano a exercer a advocacia. Quem cursa Direito escuta o nome desta prova todos os dias (no meu caso, noites). Todos dizem ser uma prova muito difícil. E é. Possui duas fases: a primeira, 80 questões objetivas, onde para obter a aprovação tem que acertar no mínimo 40 questões. Vale lembrar que cai questões de quase todas as áreas do Direito (horrível).

Mas montei uma estratégia, dei uma boa estudada no verão de 2018 e fiz a prova em abril. Muita alegria. Ao sair o gabarito, no mesmo dia da prova, 8 de abril, vi que logrei êxito em 48 questões (uhuul!!!).

Agora, tinha que estudar para a segunda fase. Escolhi Direito Penal. Esta etapa do Exame de Ordem seria  mais complicada para mim, pois não possuía a prática jurídica, muito menos trabalhei como estagiário. Mas enfim, vamos lá.

Comprei um curso muito bom, o CEISC. Assisti a 45 vídeos de média de 3 horas cada um. Fiz anotações. Entrava nas madrugadas. Isto era bem tenso, pois lecionava 40 horas em duas escolas.

Aí estava se aproximando o dia da prova, 27 de maio. Porém, uns 10 dias antes, a greve dos caminhoneiros atrapalhou a distribuição das provas para todo o Brasil. Segunda fase adiada para 10 de junho. Tudo bem, vamos estudar mais.

Chegou o dia 10. Fui tranquilo. A peça era Resposta à Acusação. Peça fácil. Sim, peça fácil. Ah, a segunda fase consiste em uma peça (um pedido de advogado), baseada em um caso fornecido pela banca examinadora e 4 questões. Temos que conseguir 6 pontos para a aprovação. Como disse, a peça foi fácil. As questões também. Saí feliz. Porém, no dia seguinte, a tristeza toma conta: percebi que havia escrito as respostas das questões no local errado. Sim, fiz isso. Cada questão (1 a 4) tem uma folha específica. Fiz corrido: respondi a questão 1 na folha correta, porém a dois pus abaixo, na mesma folha, e a questão 3 e 4 respondi na folha da questão 2.

Saiu o resultado e não deu outra: reprovei. Entrei com recurso, não deu certo. Mandei o recurso à ouvidoria, não deu certo. Me restava estudar tudo de novo para a repescagem: há uma segunda oportunidade para fazer a segunda fase, em caso de reprovação, não precisando voltar à primeira fase.

Foi horrível. A primeira fase do XXVI Exame (fiz a primeira fase do XXV) era só em agosto. A segunda fase em setembro. E eu estava no meio do TCC 2 e naquela vibe de fim de ano, onde estamos mais esgotados. Mas depois do abalo, revi os vídeos (muito horrível), bem como algumas questões que me causavam mais dúvida.
Eis que chega o dia 16 de setembro. A peça era Memoriais. Um pouco mais difícil que a outra. Mas saí confiante. O resultado só sairia em 9  de outubro. Que espera mais sofrível. Mas esse dia chegou.

Com a nota de 6,95 consegui a aprovação. Muita alegria, principalmente devido às circunstâncias.
Não deixa de ser um exemplo de superação, né...

domingo, 17 de janeiro de 2016

4 x 20



Agora querem fazer uma reforma na educação básica. Depois da reforma, a educação escolar terá uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Um dos temas mais polêmicos da reforma é quanto aos conteúdos de História. Por que a polêmica? Porque em uma primeira análise, querem deseuropeizar o ensino e, em contrapartida, nacionalizá-lo. Partindo disto, observou-se algumas coisas das quais, para muitos especialistas, não condizem com o "bom" ensino de História. Mas bem, não entrarei aqui de forma aprofundada nesta questão. Deixo claro, entretanto, que a polêmica desencadeou um debate nacional sobre as propostas e, convenhamos, isto é fundamental para o progresso educacional de nosso país. Quanto a isto estamos de parabéns. E Obviamente que os conteúdos serão comuns nacionalmente, porém, cada região pode adaptá-los a sua realidade, e esta possibilidade está inclusive na LDB.

Porém, acredito que a reforma educacional da qual trata-se e que está em discussão, está focada, não devemos esquecer, nos conteúdos a serem tratados em sala de aula (ou outro ambiente sugerido pelo corpo docente) com nossos alunos (crianças e adolescentes).Quanto a isto, fico pensando no sucesso alcançado pela reforma na construção cidadã daqueles alunos que vivem em uma sociedade  sem propostas de reforma. Uma sociedade carente de boas intenções governamentais e ao mesmo tempo campeã em pagamento de impostos que não possuem retorno algum. Enfatizo aqui não estar levantando nenhuma bandeira partidária, muito menos referindo-me ao governo atual. O problema é histórico (História, aquela disciplina que querem reformar). Fico aqui pensando na falta de propostas de reforma na qualificação do professorado, por exemplo. Penso também na falta de propostas que incentivem egressos da educação básica a serem educadores. Pergunto-me quais seriam os principais incentivos a estes egressos... Alcanço várias respostas que poderiam, perfeitamente, ser tema de debate também no Ministério da Educação.

A escola é fundamental na construção cidadã do aluno. Porém, de forma majoritária em nossas instituições, o aluno fica no máximo 4 horas por dia no ambiente escolar. Isto quer dizer que as outras 20 horas compete à família do educando um desempenho educacional de qualidade (creio não estar cometendo nenhum exagero).  Partindo disto, pergunto-me novamente sobre o que mais, e de fato, tem de ser reformado... 

E ai, de que forma podemos ajudar?

Por Marcos Evaldt

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Oportunidades, arrependimentos e consequências

Vivemos dias de muitas oportunidades. Uma escolha, obviamente, faz você abdicar de muitas outras. Consequência: arrependimento hoje, arrependimento amanhã, arrependimento sempre. É preciso saber lidar com a nossa era. Era essa em que tudo escorre pelas mãos, em uma liquidez (lembro aqui de Zigmunt Bauman) que torna sólido hoje o que amanhã será apenas lembrança de uma satisfação instantânea. Vivemos um tempo de muito, que mal administrado transforma-se em nada no nosso amanhã cheio de faltas de tempo e de correrias. Passamos tanto tempo pensando em adquirir bens materiais, que esquecemos do nosso presente. Consequência: a vida boa, a vida sonhada, a felicidade está sempre no futuro. E isso faz do nosso presente um trampolim para o futuro feliz que está logo ali. Mas esta tal de felicidade nunca chega. O trampolim vai se deteriorando com o tempo e nossas pernas já não saltam com tanta eficiência como ontem. Já não temos tanta coragem para construir um novo trampolim, muito menos forças. O jeito é acostumar-se com o que temos e conseguimos. Nos conformamos como se tivéssemos fracassados na missão de alcançar um futuro de felicidade utópica, maquiado por bens materiais e fim de servidão ao relógio. Nos resta refletir sobre o que há de mais importante no presente e o que queremos para o nosso amanhã.

Por Marcos Evaldt 

terça-feira, 29 de julho de 2014

E se nem ele salvar?

Terça-feira, 29 de julho de 2014.
Essa data pode marcar o início de um fim que poderá gerar um novo começo. Explicarei melhor, expondo os "achômetros" e opiniões da torcida gremista dos últimos 13 anos, que fizeram muita gente boa ficar, mas também ir embora.


1ª PARTE: A SECA DE TÍTULOS E AS CRÍTICAS SEM SENTIDO
Grêmio, um time gigante, de torcida correspondente, cujas tradições futebolísticas vão além das taças levantadas dentro de campo. Porém, não se pode negar que a torcida só se sente satisfeita com títulos, e isto o Grêmio não sabe o que é desde 2001, ano em que conquistou a Copa do Brasil. A torcida, carente de taças, vem há anos culpando tudo e todos que dirigem o Grêmio. Muitas vezes culpam até a torcida, onde atribuem a seca de títulos a maneiras diferentes e anti-conservadoras de se torcer. (clique e entenda). E isso de criticar tudo, confesso, vem enchendo o saco há um bom tempo! Sempre me pergunto: o que não está dando certo? Temos um time (no papel) muito bom há anos (desde 2008, por exemplo).

2ª PARTE: DESCARTAR JOGADORES ESSENCIAIS
Portanto, vemos a incógnita na relação do Grêmio com os títulos quando percebemos que eu mesmo, crítico das críticas, escrevendo algo sobre o Grêmio, começo a reclamar e me perturbar com as dúvidas. A época não está fácil para os tricolores. Pois bem, avançando agora no assunto, lembro das críticas da torcida a jogadores que, se não eram consagrados quando vieram ao Grêmio, se consagraram no próximo time após a saída do tricolor: Jonas (ATA), Marcelo Moreno(ATA), Dida (GOL), Felipe Melo(VOL), Alessandro(LAT), Victor (GOL), Cássio (GOL), Fábio Santos (LAT), Réver (ZAG) e mais uma porção de caras que, se não corremos com xingamentos e deboches, a diretoria simplesmente descartou  sem explicação nenhuma aos torcedores. 

3ª PARTE: O FUTEBOL MUDOU FAZ TEMPO
Nos apegamos muitas vezes ao passado glorioso, onde parece que nos embriagamos com as imagens dos ídolos e nos esquecemos da dura realidade do jejum que vivemos. Isto é caso para internação. Isto serve para a vida. Fugir dos problemas é a única saída do covarde. O futebol mudou faz tempo. Só para um simples exemplo, referencie-se nos clubes brasileiros que, se não ganharam vários títulos atualmente, já estão há anos fazendo um bom trabalho. Imaginou uns 3 ou 4 clubes ai na sua mente? Bem, agora pesquise sobre como eles estão sendo dirigidos há muito tempo. Depois pesquise sobre a mentalidade da direção gremista e o que a cerca... HÁ MUUUUITO TEMPO.

4ª PARTE: TREINADOR NENHUM TEM A NOSSA CARA!
Tudo bem que muitos treinadores, desde 2001, fizeram muita caca no comando do Grêmio, porém, nos últimos 5 anos, por exemplo, quase nenhum teve o sabor do recomeço das ideologias após uma sequência ruim: Caio Júnior, Luxa, Renato... Bem, na verdade não acho mesmo que eles poderiam melhorar algo. 

5ª PARTE: A DATA DE HOJE PODERÁ SER O DIVISOR DE ÁGUAS
Jesus Cristo veio para nos salvar! Aquilo que dizem os Livros Sagrados está acontecendo hoje!
Faço essa simples brincadeira com as frases para tentar mostrar a realidade do Grêmio em referência à contratação de Luiz Felipe Scolari. Com ele, virá toda uma equipe salvadora, onde só o mais pessimista gremista poderá botar defeito: Murtosa e Ivo Wortmann. 
Temos o todo-poderoso Koff no comando geral. Temos o melhor técnico que passou pelos pampas no comando do time atual. 
Mas e se... E se não der certo? A que recorreremos? Quem xingaremos? Quem chamaremos de cone? Quem chamaremos de burro? Quem pediremos para vir? Messi, CR7, Ibra, Guardiola, Pelé, Maradona, Obama, Xuxa? 

CONCLUSÃO
Creio que a fonte de críticas ao imediatismo tenha se secado com relação ao Grêmio. Caso nem Scolari resolva, os resultados imediatos deverão ser esquecidos, e em seu lugar nossa preocupação deverá ser com  resultados a longo prazo, através da troca de mentalidades, recomeços do zero, quedas de chefões, novas alianças, novos rivais etc. 

Por Marcos Evaldt


Um pouco grosseiro

O presidente Jair Bolsonaro está meio descontrolado. Dizem que ele sempre foi, mas não possuo muitas provas. Ao dar a sua costumeira entr...